De acordo com as denúncias, cerca de 200 clientes afirmam não ter recebido vouchers e passagens adquiridas para destinos nacionais e internacionais, mesmo após o pagamento integral dos pacotes. Somente uma família relata ter sido prejudicada em aproximadamente R$ 200 mil. As vítimas se organizaram em um grupo que já reúne cerca de 200 pessoas, muitas delas em busca de medidas judiciais.
A empresa funciona em nome da operadora Nahiara Fortes e seu marido Kamillo Acosta Matozo, apontados pelos clientes como a responsáveis diretos pelas negociações. O estabelecimento encontra-se fechado, e um bilhete afixado na porta informa que a agência estaria passando por um processo de “reestruturação”. Desde então, segundo os denunciantes, não há atendimento presencial nem respostas consistentes por telefone ou mensagens.
Um dos casos que vieram a público envolve uma viagem ao Rio de Janeiro, marcada para a madrugada desta quinta-feira. A cliente relatou que, ao tentar retirar o voucher na véspera, foi informada de que a agência não teria recebido a documentação da empresa emissora. A alternativa apresentada foi a remarcação da saída para Campo Grande, o que também não se concretizou. Horas depois, a família recebeu a informação de que o voucher não seria entregue.
“Já entramos em contato com a agência e não há garantia de entrega das passagens. Existem inclusive relatos de vouchers supostamente falsos. Estamos desesperados, pois são viagens nacionais e internacionais”, afirmou um dos prejudicados, que já registrou ocorrência na Polícia Civil.
As denúncias atuais reforçam um histórico recente: a mesma operadora já havia sido denunciada no ano passado, acusada de lesar dezenas de pessoas que ficaram sem viajar e hoje buscam na Justiça o ressarcimento dos valores pagos. O novo episódio amplia a repercussão do caso e preocupa o setor de turismo na região de fronteira, onde a circulação de clientes entre Brasil e Paraguai é intensa."



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